a respeito do Pidgin 2.3.1 e Gimp
O bom do Linux, por esse lado é que ele faz você interagir realmente com a máquina, ela deixa de parecer algo miraculoso e ganha status de ferramenta, o que sempre deveria ser, mas que já não há com PCs rodando Windows. Nesses é comum ver usuários leigos imaginando coisas absurdas, como ilustrava uma gif bem old-school que consistia numa janela de transferência de arquivo com o download da WWW pra uma máquina e uma estimativa de conclusão de download mais ou menos compatível (vou dar uma olhada atrás dessa gif pra por aqui depois).
O interessante é que no caso do Linux os usuários fazem seu SO valer como ferramenta, tanto a melhorando como produzindo com ela.Agora falando um pouco do Gimp, eu vim com algum receio para o Linux quanto a deixar pra trás meu Photoshop (pirated edition, claro), também ficou pra trás o Corel. Ambos são plataformas comerciais e bem salgadinhas. E a minha preocupação era trabalhar dentro da lei, afinal, eu posso ter uma cópia de um desses programas comerciais, e até usa-las em casa, mas não posso usar profissionalmente, motivo é bem simples, se eu ganhar uma grana com isso eu vou em cana por pirataria e coisa e tal, daí a preocupação em descobrir meios “seguros” de se ganhar a vida.
Além do que o programas com GPL tem um ar poético em si, aquela coisa de produto humano, cooperativo, quase anárquico, tem um leve que de boicote a Gigantes do Software, Adobe e Microsoft, principalmente, até porque a Apple tem um ar de produto sofisticado mesmo, como relógio suiço, o Linux é mais artesanal, seguindo essa comparação, é do povo para o povo.
Algo de que sempre se escuta de um usuário de Photoshop quando usa o Gimp é “complicado, a interface, tudo fora do lugar, não acho ‘meus’ atalhos”, ou seja, os atalhos da Adobe, a interface da Adobe e os plugins e efeitos da Adobe… é, deve ser por que o Gimp é outro programa voltado pra outro SO. E eu estou tendo de me reabituar com toda a interface do Gimp, aprendendo a usar o botão direto do mouse pra acessar as ferramentas, filtros e etc…
Embora seja um pouco mais complicado de se habituar do que o Photoshop, já deu pra conseguir uns resultados: dois Headers para blogs, o desse blog e o do meu blog pessoal (para desabafos, poemas e devaneios em geral) e um avatar pro meu lastFM, que eu coloquei nesse post, todas as colorizações feitas com o Gimp sobre um desenho feito a lápis (fotografado).
::::: sob efeito de Tom Waits – Black Market Baby