a respeito do Pidgin 2.3.1 e Gimp

Quarta-feira e quinta-feira de madrugada, destilei por algumas horas manuais na internet, -man e -help no terminal listas de discussão em inglês e português de diversas distros e muito verbose mode pra não conseguir compilar o Pidgin 2.3.1 no Mandriva 2008, haja saco…Pelo menos aprendi alguns comandos novos e reencontrei velhos conhecidos (–prefix, make unistall, ficar procurando pastas no /usr/…) que haviam fugido da memória com o desuso, além de conhecer o pacman do Arch Linux, e não, eu não tô falando do joguinho de arcade.

O bom do Linux, por esse lado é que ele faz você interagir realmente com a máquina, ela deixa de parecer algo miraculoso e ganha status de ferramenta, o que sempre deveria ser, mas que já não há com PCs rodando Windows. Nesses é comum ver usuários leigos imaginando coisas absurdas, como ilustrava uma gif bem old-school que consistia numa janela de transferência de arquivo com o download da WWW pra uma máquina e uma estimativa de conclusão de download mais ou menos compatível (vou dar uma olhada atrás dessa gif pra por aqui depois).

O interessante é que no caso do Linux os usuários fazem seu SO valer como ferramenta, tanto a melhorando como produzindo com ela.Agora falando um pouco do Gimp, eu vim com algum receio para o Linux quanto a deixar pra trás meu Photoshop (pirated edition, claro), também ficou pra trás o Corel. Ambos são plataformas comerciais e bem salgadinhas. E a minha preocupação era trabalhar dentro da lei, afinal, eu posso ter uma cópia de um desses programas comerciais, e até usa-las em casa, mas não posso usar profissionalmente, motivo é bem simples, se eu ganhar uma grana com isso eu vou em cana por pirataria e coisa e tal, daí a preocupação em descobrir meios “seguros” de se ganhar a vida.

Além do que o programas com GPL tem um ar poético em si, aquela coisa de produto humano, cooperativo, quase anárquico, tem um leve que de boicote a Gigantes do Software, Adobe e Microsoft, principalmente, até porque a Apple tem um ar de produto sofisticado mesmo, como relógio suiço, o Linux é mais artesanal, seguindo essa comparação, é do povo para o povo.

Agora, um lance que atrapalha nessa poesia toda é gente que espera um SO alternativo como um Windows pirata, com as mesmas características, os mesmos programas, pra esse tipo de gente, de quem eu já falei anteriormente, um Gimp tem de funcionar igual o Photoshop, como um clone. Afinal, pra que diabos eu quero um clone de um programa pago, tem gente que acha que Software Livre é pra gente pobre que não pode pagar um comercial, não é bem assim, muitos linuxers usam os SOs pagos em suas máquinas e mesmo assim dão preferência pelo Linux, ou levando em conta as qualidades nos três principais, Linux, Mac e Windows, ficam com Linux, entre o preço de um Mac e a incompetência de um Windows.

Algo de que sempre se escuta de um usuário de Photoshop quando usa o Gimp é “complicado, a interface, tudo fora do lugar, não acho ‘meus’ atalhos”, ou seja, os atalhos da Adobe, a interface da Adobe e os plugins e efeitos da Adobe… é, deve ser por que o Gimp é outro programa voltado pra outro SO. E eu estou tendo de me reabituar com toda a interface do Gimp, aprendendo a usar o botão direto do mouse pra acessar as ferramentas, filtros e etc…

Embora seja um pouco mais complicado de se habituar do que o Photoshop, já deu pra conseguir uns resultados: dois Headers para blogs, o desse blog e o do meu blog pessoal (para desabafos, poemas e devaneios em geral) e um avatar pro meu lastFM, que eu coloquei nesse post, todas as colorizações feitas com o Gimp sobre um desenho feito a lápis (fotografado).

 

::::: sob efeito de Tom Waits – Black Market Baby

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