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O momento envolve
e o silêncio nos fala
… direto aos corações
A respiração pausada
o perfume adocicado
…Perfume de flor, descansa
perfume de ardor…
na florada verde
tua cabeleira,
um crepúsculo dourado
lume sobre teu semblante
Carneiro de ímpeto ígneo
imperioso e desvairado
Sobre as areias da tua carne
um relevo brando, deleite
o convite de tuas costelas
quando estão soberbas de ar
E o canto dos teus lábios
que guardam tantos segredos
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O poema nunca chegou a ser escrito no cartão, e o cartão nunca foi entregue a sua dona, a primeira imagem, é o verso onde iria o poema, se eu tivesse achado que ele correspondia ao desenho, a inicial “O” na ilustração não foi planejada e não encaixou com o texto, o carneiro nunca recebeu a carta e o desenho se foi num ataque de cólera muitos meses depois no ano seguinte dos acontecimentos, no ano passado a partir deste momento… daquela época sobrou as fotos tiradas com o celular da minha irmã, e o texto que sobreviveu quase esquecido no meu material de wicca.
Madrigal de Outono, abril de 2006, Jordi Timón
::::: sob efeito de nostalgia e html
Publicado em Fevereiro 14, 2008 de 1:39 pm e arquivado sobre poesia, rabiscos com as tags celular, iluminura, ilustração, melancolia, mulheres..., nouveau, outono, poesia, velharia. Você pode acompanhar qualquer resposta por meio do RSS 2.0 feed.
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