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Blackbox no WindowsXP

Postado em beats & bits, deskmod com as tags , , , , , , , em Janeiro 20, 2009 por j0Rd1

Certa vez, eu estava fazendo a manutenção do meu computador, e de certa forma juntamente com um amigo meu, embora ele não estivesse presente, nem fisíca ou esperitualmente, mas apenas virtualmente, e isso graças a comunicação por messenger. Foi quando ele me indicou usar o Blackbox no Windows, bem, eu já conhecia essa interface de antes, tanto do Windows quanto do Linux, e na ocasião deixei a proposta em segundo plano. Um tempo depois na casa deste amigo, pude conferir o Blackbox em pleno funcionamento. Era um levemente diferente dos que eu já havia usado — no Linux, por exemplo, as interfaces a la Blackbox costumam vir com themes extremamente cafonas e simples, assim meio sem sal mesmo; no Windows, da vez que tive a oportunidade de usá-lo, um Geo-Shell, foi quando eu rodava um Win98, a estranheza da falta de um Menu Iniciar, Área de Trabalho, e etc e tal, coisas a quais nós ficamos tão apegados por conta do uso continuo do Windows, foi tão grande que eu desisiti daquela interface sinistra, e fui de volta a segurança da mesmice — mas daquela vez ele me parecia, belo e convidativo, intuitivo e prático, teriam sido os anos nerds da minha vida que tinham se operado sobre mim? Provável.

 

Tratei de me prometer por em casa aquela nova pequena-maravilha (é, eu sou assim mesmo: exagerado), só que na época o meu PC estava na loja do meu pai e eu sem poder usá-lo quando bem entendesse. Acabou que eu deixei pra uma próxima. Faz pouco consegui por de volta aqui em casa um PC, infelizmente o mesmo velho computador que estava na loja, e ainda mais ferrado do que quando saiu daqui, mas tudo bem, porque pelo menos é um PC, e já faz uma cara que eu não podia usar um computador decentemente: sem estresse de tempo, e de pedir pra usar emprestado, coisas que eu detesto, e claro, o pior de tudo, pagar para usar numa lan-house, onde eu ainda por cima não posso ficar como eu gosto de usar o computador, bem a vontade e largado^^. E advinhem só qual foi a primeira coisa que eu tratei de arranjar? O tal do Blackbox.

 

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Como todo bom linuxer, sempre amador e aprendendo, tratei de correr atrás de um how-to, manual, resenha, ou o que fosse para me mapear nessa de instalar o Blackbox aqui em casa, por alguma ocasião do destino foi num site linuxer que encontrei o que eu queria, um pouco velho e ralo, mas deu pro gasto e segue nas referências no final.

 

Então, passadas as apresentações vamos ao que interessa: O manuel da Caixa-preta.

 

Agora você deve estar se perguntando, “mas então que diabos é esse Blackbox?”, em resumo é um programa que vai trabalhar pra você no lugar do Explorer como ambiente gráfico. Simples assim.

 

Em si o Blackbox, e se não me engano, mesmo o Explorer, não passa de um lance conhecido como shells, e que na verdade eu ainda não sei exatamente o que é^^, mas me parece que é o conjunto de arquivos que definem o ambiente gráfico, ou <u>interface, e corresponde exatamente aquilo que vai aparecer na nossa frente quando iniciarmos o Sistema Operacional. No Windows temos por padrão o Explorer como ambiente gráfico, e pronto. No GNU/Linux as possibilidades são infinitamente maiores, e por padrão não existe uma interface padrão, mas apenas aquela que está mais na moda e coisa e tal, típico do mundo opensource, “se quiser continuar em campo tem que mostrar competência”.

 

Segundo o how-to, a vantagem de uma interface como o Blackbox em cima do Explorer do Windows é justamente não ter de usar o Explorer, pelo menos não o tempo todo. Por exemplo, você já deve ter percebido que caso você feche o “explorer.exe” no seu Gerenciador de Tarefas (famoso Ctrl+Alt+Del, embora eu use Ctrl+Shift+Esc) desaparece tudo da tela por alguns momentos: as janelas de pastas abertas e ícones da área de trabalho, Menu Iniciar e a Barra de Tarefas, ficando apenas o Papel de Parede como testemunha? Pois é, é que no caso do Explorer você sempre está trabalhando com ele, mesmo sem nenhuma janela estar realmente aberta. O que o Blackbox faz é usar o “explorer.exe” apenas para o que realmente interessa, navegar nas suas pastas e documentos. Como a diferença de uso da Ram entre os dois é absurdamente desigual (vide depois o tal how-to^^), o Blackbox compensa em desempenho a sua cara enxuta e a falta de um Menu Iniciar.

 

Como agora eu vou entrar em numa daquelas “viagens”, caso você esteja interessado pule direto para os macetes da instalação e coisas tal.

 

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Blackbox no Windows – Comandos

Postado em beats & bits, deskmod com as tags , , , , em Janeiro 20, 2009 por j0Rd1

Comandos usando o mouse no Blackbox para Windows, modificação Xoblite.

 

 

Desktop/Menu

 

  • Botão direito do mouse: 1 clique na Área de Trabalho abre o Menu Principal;
  • Botão direito do mouse: 1 clique em pastas no Menu Principal vai abri-las;
  • Botão direito do mouse: 1 clique título do Menu Principal vai fechá-lo;
  • Botão direito do mouse + Shift: 1 clique na Área de Trabalho abre o Menu “Themes”;
  • Botão direito do mouse + Ctrl: 1 clique na Área de Trabalho abre Propriedades de Vídeo;
  • Botão direito do mouse + Alt: 1 clique na Área de Trabalho abre o Menu “Styles”;
  • Botão esquerdo do mouse: clicando sobre o título de um menu é possível arrastá-lo;
  • Botão central do mouse: 1clique na Área de Trabalho abre o Menu “Styles”;
  • Botão central do mouse + Shift: 1 clique na Área de Trablho abre o Menu “Workspace”;
  • Botão central do mouse + Alt: 1 clique na Área de Trabalho abre o Menu “Themes”;

 

Toolbar/Taskbar/Systembar/Slitbar

 

 

Em geral, clicando sobre uma barra, tirando as exceções abaixo, seleciona a barra.

  • Botão direito do mouse: 1 clique na Taskbar abre o Menu “Systembar”;
  • Botão direito do mouse: 1 clique num aplicativo na Taskbar “minimiza” o aplicativo;
  • Botão direito do mouse + Alt: 1 clique na Taskbar abre o Menu Principal;
  • Botão direito do mouse + Shift: 1 clique na Toolbar abre o Menu “Workspaces”
  • Botão direito do mouse (+ Shift; +Ctrl; + Alt): 1 clique na Slitbar abre o Menu “Slit”;
  • Botão direito do mouse: 1 clique num plugin na Slitbar abre o Menu desse plugin;
  • Botão esquerdo do mouse: 1 clique num aplicativo na Taskbar “restaura” o aplicativo;
  • Botão esquerdo do mouse + Shift: 1 clique na Taskbar esconde/mostra a Toolbar em auto-hide;
  • Botão esquerdo do mouse + Ctrl: 1 clique na Toolbar revelada do modo anterior desmarca a opção “auto-hide”;
  • Botão esquerdo do mouse + Ctrl: clicando em qualquer barra, permite arrastá-la;
  • Botão central do mouse + Alt: 1 clique na Taskbar esconde a Slitbar;
  • Botão central do mouse + Alt: 1 clique na Toolbar esconde a Slitbar;
  • Botão central do mouse: 1 clique na Taskbar esconde a Slitbar; (!?)
  • Botão central do mouse: 1 clique na Tollbar inverte Toolbar e Taskbar;
  • Botão central do mouse (com roda) + Ctrl: tendo selecionado uma barra, permite dimensioná-la girando a roda;

 

 

Conforme for eu vou acrescentando mais comandos aqui zo_

Definindo “movimento mangue”

Postado em beats & bits, dissertações, logs (chat), playlist com as tags , , , , , , , , , , , , , em Dezembro 19, 2008 por j0Rd1

Segue abaixo um pequeno comentário meu sobre o Mangue Beat… feito no fim do anopassado e portanto, já bem desatualizado com relação as minhas própias pesquisas e idéias pessoais, mas ainda, digamos assim, útil.

um pouco da minha pesquisa

ANTES DE VOCÊ LER ISSO AQUI, lembre-se de que isso não é uma tese de mestrado, é só uma pesquisa superfcial que eu fiz e por favor não reparem nos erros dedigitação ^^

O mangue-bit não nasceu da fusão de maracatu com rock. Até por que unir elementos de folk com rock já é das antigas, dos tempos do Movimento Udigrudi (Alceu Valença, Lula Côrtes e Zé Ramalho), longe disso, o mangue-bit é bem menos focado no som do que se pensa, por exemplo, entre as cabeças por trás do movimento temos Zero Quatro, do Mundo Livre S/A tem como base samba, Chico Science tem como base o maracatu, e o Dj Dolores com a mistura de brega, rabecas entre outras… saca, o som é o de menos, acontece que esses mentores definiram um cenário, com a Maguetown, computadores artistas, caranguejos mangueboys, malungos e urubus traficantes… somou-se depois ainda com o movimento fresco o Mestre Ambrósio que trouxe elementos de armorial, canto indigena e forró de primeira, com uma guitarra e elementos de rock somente implicitos lembrando o undigrudi do Alceu Valença. Do lado de fora, mas divulgando os caras tinha o Lenine, um exemplo mangueboy atuando fora do cenário PE. Depois veio a Nation Beat pra confirmar o mangue-bit como movimento de peso ao lado dos contemporâneos em escala mundial, influenciaram bandas de folk-metal ainda principalmente por terem como outro apoiador o Sepultura que já vinha fazendo experimentos antes da explosão PE. Na segunda fase entram bandas bem fora do contexto litoral PE, falam mais do sertão e não se mantém na estética “literária”, digamos, da primeira leva, surge Cordel do Fogo Encantado com seu estilo de Circo Novo (que é um tipo de circo pós-moderno) que foge da ironia bem humorada do pessoal de Recife. Nota que todas essas bandas são de certa forma indie, tirando o Lenine e o Chico Science. Tanto que o indie tradicional em Recife foi apelidado de Off-Mangue.

Tem ainda as bandas e artistas de fora de PE que foram amplamente influenciadas pela “literátura” e sons manguísticos a ponto de acabarem se incorporando parcialmente ao movimento, da mesma forma que existem cubistas fora de Espanha/França e expressionistas fora do circuito Alemanha/Holanda, por exemplo, em MG tem o grupo Tambolelê, similar ao Cordel do Fogo Encantado, mas mais tradicional que mistura os tambores de minas, e personagens folclóricos há uma guitarra elétrica e composições mais populares. Tem o Mercado de Peixe do interior SP que de tão boa gerou o derivado mangue “pós-caipira“.

Em Florianópolis SC o mangue-bit recebe o nome de Mané-beat em alusão ao ilhéu da capital catarinense e é representado principalemte pela banda Dazaranha, mas eu recomendo também Phunky Budda e nova Balanço Bruxólico que é bem da hora… no RJ influênciou e re-influênciou bandas como Planet Hemp e eu até chuto que Los Hermanos tenham um pé na lama quando misturam marchinhas e sambas antigos com hardcore… mas estes são os mais na cara, por que o mangue-bit não tem preconceitos musicais, então bandas de mangue-metal, mangue-core, afro-mangue e quem sabe axé-mangue serão bem vindas, no entanto o mangue é um movimento de cunho politico social surgido em PE quando Recife foi considerada a 4º pior cidade do mundo, e é, em si uma resposta ao Mundo de que não é e não era porra nenhuma disso, bem pelo contrário.

Como efeito o fodástico Naná Vasconcelos, que já tocou e produziu com vários mangueboys dedica um disco ao movimento, o album e trilha de um desfile da Giselle Bunchen, Contaminação, onde a faixa Science é uma alusão ao Chico Science e o tom do CD ao cenário apocalitico tecnológico do mangue-bit.

O mais correto ao meu ver é relacionar ao grupo fechado do “caranguejo com cerébro” o nome do movimento: Mangue-bit e as bandas influenciadas e o estilo em si como Mangue-beat, pois bit com “i” muda toda a conotação da coisa e elimina a maioria das bandas do movimento e relega ao estilo.

Com efeito o nome Mané-beat é muito bem empregado já que a estética de “caranguejos com cérebro” praticamente não existe aqui. Mas nesse mesmo caso elevaria a Mercado de Peixe pois eles abusam de alusões a tecnologia e a um caboclo futurisado, o que não existe no Cordel do Fogo Encantado, que permanece na segunda fase do movimento por ser “PE para o mundo!”, o que poderia incluir o Lenine também. Mestre Ambrósio e o Siba são um caso a parte. Os irmão Cavalera talvez se incluam no movimento, mas o Sepultura fica de fora por causa do aspecto mainstream, mas são considerados como uma das principais influências do movimento, discos Roots e Chaos AD. Angra que toca forró em todos os discos e dá uma roupagem mais erúdita na coisa caminha em paralelo, mas por causa do público evitam deixar o baião ficar muito claro e dialogam muito pouco com o mannguee, uma pena. Outra banda influenciada é Skank, que já tocou várias vezes com a Nação Zumbi ao contrário do que diz a MTV.

Bandas novas surgem, várias muito boas, tanto mangue-bits quanto mangue-beats: de mangue-bit tem Eletrocactus do Ceará, e eu recomendo a extinta Sheik Tosado. De Mangue-beat são muitas… MUITAS MESMO, principalmente tendendo ao reggae e afro-beat, tem a Expresso 411, por exeplo e a Pangenianos. Todas boas, mas eu gosto mesmo dos cearenses ^^

EDIT: o movimento Mangue-bit incluí, escritores/jornalistas, cineastas e artistas plásticos. Tal qual o Undigrudi e a Tropicália, mas como estes em escala bem menor do que os músicos. No cinema várias levas do novo cinema PE, começando por Baile Perfumado já podem ser caracterizados como Mangue.
Hoje tem até um bloco de carnaval em que os foliões saem “pintados” com a lama do mangue, como se fossem caranguejos. Ou seja é um movimento, mesmo, não um estilo, que no caso derivou um estilo ;)

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