Citação – Madonna

Postado em Citações, dissertações, poesia, rabiscos com as tags , , , em Dezembro 20, 2008 por j0Rd1

Nesses dias em que não se fala em outra coisa, abri uma velha e acabada revista Chiclete com Banana, amarelada e descascada, do grande Angeli e fui dar de cara justamente com o quê? Com a senhora da vez e rainha do Pop… bem vocês já sabem quem (vide título do post para os distraídos ¬¬).

Pode Parecer coisa de adolescente, mas não perco um só… clip da Madonna. Não que eu goste de sua música, pelo contrário, acho um cocô e dos mais fedidos. No entanto, em se falando de corpo, o cheiro já é diferente. Cheiro de mulher. Um vídeo-clip da moça vale por cinco ou seis filminhos de sacanagem. A única coisa em comum entre os dois é que para se apreciar, é necessário antes se abaixar o volume.

Chiclete com Banana nº8*, pág.12

*= euacho que é nº8, na real a revista tá sem capa e eu supus por conta de uma página com as edições anteriores.

Definindo “movimento mangue”

Postado em beats & bits, dissertações, logs (chat), playlist com as tags , , , , , , , , , , , , , em Dezembro 19, 2008 por j0Rd1

Segue abaixo um pequeno comentário meu sobre o Mangue Beat… feito no fim do anopassado e portanto, já bem desatualizado com relação as minhas própias pesquisas e idéias pessoais, mas ainda, digamos assim, útil.

um pouco da minha pesquisa

ANTES DE VOCÊ LER ISSO AQUI, lembre-se de que isso não é uma tese de mestrado, é só uma pesquisa superfcial que eu fiz e por favor não reparem nos erros dedigitação ^^

O mangue-bit não nasceu da fusão de maracatu com rock. Até por que unir elementos de folk com rock já é das antigas, dos tempos do Movimento Udigrudi (Alceu Valença, Lula Côrtes e Zé Ramalho), longe disso, o mangue-bit é bem menos focado no som do que se pensa, por exemplo, entre as cabeças por trás do movimento temos Zero Quatro, do Mundo Livre S/A tem como base samba, Chico Science tem como base o maracatu, e o Dj Dolores com a mistura de brega, rabecas entre outras… saca, o som é o de menos, acontece que esses mentores definiram um cenário, com a Maguetown, computadores artistas, caranguejos mangueboys, malungos e urubus traficantes… somou-se depois ainda com o movimento fresco o Mestre Ambrósio que trouxe elementos de armorial, canto indigena e forró de primeira, com uma guitarra e elementos de rock somente implicitos lembrando o undigrudi do Alceu Valença. Do lado de fora, mas divulgando os caras tinha o Lenine, um exemplo mangueboy atuando fora do cenário PE. Depois veio a Nation Beat pra confirmar o mangue-bit como movimento de peso ao lado dos contemporâneos em escala mundial, influenciaram bandas de folk-metal ainda principalmente por terem como outro apoiador o Sepultura que já vinha fazendo experimentos antes da explosão PE. Na segunda fase entram bandas bem fora do contexto litoral PE, falam mais do sertão e não se mantém na estética “literária”, digamos, da primeira leva, surge Cordel do Fogo Encantado com seu estilo de Circo Novo (que é um tipo de circo pós-moderno) que foge da ironia bem humorada do pessoal de Recife. Nota que todas essas bandas são de certa forma indie, tirando o Lenine e o Chico Science. Tanto que o indie tradicional em Recife foi apelidado de Off-Mangue.

Tem ainda as bandas e artistas de fora de PE que foram amplamente influenciadas pela “literátura” e sons manguísticos a ponto de acabarem se incorporando parcialmente ao movimento, da mesma forma que existem cubistas fora de Espanha/França e expressionistas fora do circuito Alemanha/Holanda, por exemplo, em MG tem o grupo Tambolelê, similar ao Cordel do Fogo Encantado, mas mais tradicional que mistura os tambores de minas, e personagens folclóricos há uma guitarra elétrica e composições mais populares. Tem o Mercado de Peixe do interior SP que de tão boa gerou o derivado mangue “pós-caipira“.

Em Florianópolis SC o mangue-bit recebe o nome de Mané-beat em alusão ao ilhéu da capital catarinense e é representado principalemte pela banda Dazaranha, mas eu recomendo também Phunky Budda e nova Balanço Bruxólico que é bem da hora… no RJ influênciou e re-influênciou bandas como Planet Hemp e eu até chuto que Los Hermanos tenham um pé na lama quando misturam marchinhas e sambas antigos com hardcore… mas estes são os mais na cara, por que o mangue-bit não tem preconceitos musicais, então bandas de mangue-metal, mangue-core, afro-mangue e quem sabe axé-mangue serão bem vindas, no entanto o mangue é um movimento de cunho politico social surgido em PE quando Recife foi considerada a 4º pior cidade do mundo, e é, em si uma resposta ao Mundo de que não é e não era porra nenhuma disso, bem pelo contrário.

Como efeito o fodástico Naná Vasconcelos, que já tocou e produziu com vários mangueboys dedica um disco ao movimento, o album e trilha de um desfile da Giselle Bunchen, Contaminação, onde a faixa Science é uma alusão ao Chico Science e o tom do CD ao cenário apocalitico tecnológico do mangue-bit.

O mais correto ao meu ver é relacionar ao grupo fechado do “caranguejo com cerébro” o nome do movimento: Mangue-bit e as bandas influenciadas e o estilo em si como Mangue-beat, pois bit com “i” muda toda a conotação da coisa e elimina a maioria das bandas do movimento e relega ao estilo.

Com efeito o nome Mané-beat é muito bem empregado já que a estética de “caranguejos com cérebro” praticamente não existe aqui. Mas nesse mesmo caso elevaria a Mercado de Peixe pois eles abusam de alusões a tecnologia e a um caboclo futurisado, o que não existe no Cordel do Fogo Encantado, que permanece na segunda fase do movimento por ser “PE para o mundo!”, o que poderia incluir o Lenine também. Mestre Ambrósio e o Siba são um caso a parte. Os irmão Cavalera talvez se incluam no movimento, mas o Sepultura fica de fora por causa do aspecto mainstream, mas são considerados como uma das principais influências do movimento, discos Roots e Chaos AD. Angra que toca forró em todos os discos e dá uma roupagem mais erúdita na coisa caminha em paralelo, mas por causa do público evitam deixar o baião ficar muito claro e dialogam muito pouco com o mannguee, uma pena. Outra banda influenciada é Skank, que já tocou várias vezes com a Nação Zumbi ao contrário do que diz a MTV.

Bandas novas surgem, várias muito boas, tanto mangue-bits quanto mangue-beats: de mangue-bit tem Eletrocactus do Ceará, e eu recomendo a extinta Sheik Tosado. De Mangue-beat são muitas… MUITAS MESMO, principalmente tendendo ao reggae e afro-beat, tem a Expresso 411, por exeplo e a Pangenianos. Todas boas, mas eu gosto mesmo dos cearenses ^^

EDIT: o movimento Mangue-bit incluí, escritores/jornalistas, cineastas e artistas plásticos. Tal qual o Undigrudi e a Tropicália, mas como estes em escala bem menor do que os músicos. No cinema várias levas do novo cinema PE, começando por Baile Perfumado já podem ser caracterizados como Mangue.
Hoje tem até um bloco de carnaval em que os foliões saem “pintados” com a lama do mangue, como se fossem caranguejos. Ou seja é um movimento, mesmo, não um estilo, que no caso derivou um estilo ;)

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Mamonas Assassinas, 2001.

Postado em logs (chat), rabiscos com as tags , , , , , em Dezembro 6, 2008 por j0Rd1

Mamonas Assasinas fant-art, 2001

Quando, na 8° Série do Fundamental, bateu uma nostalgia das abóbrinhas dessa banda me dediquei a um zine, que nunca passou de uma capa, coisa que eu ainda faço com freqüência. Esse deve ser um dos meus primeiros trampos com nanquim, e foi o preferido pelo cartunista Zé Dassilva quando eu apresentei meu portifólio para ele, naquele mesmo ano, na ocasião de uma visita que ele fez na escola (qual o motivo do evento eu não me lembro).